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Observando a Interação Cultural

Artista Brasileiro na Feira Internacional do Livro de Havana 2024



Em um emocionante encontro entre culturas, a Feira Internacional do Livro de Havana 2024 convidou Fessal, artista plástico brasileiro, para participar do evento. Durante três dias intensos, o artista mergulhou em um processo de criação único, interagindo diretamente com o público presente na feira, resultando em cinco obras de arte que ecoam as vibrantes histórias e paisagens de Cuba.


O processo de criação foi uma experiência verdadeiramente colaborativa, onde as pessoas foram convidadas a participar ativamente, posando como modelos e compartilhando suas histórias enquanto o artista captava a essência da vegetação ao redor da Fortaleza. Esse diálogo entre o artista e o público imprimiu nas obras uma densidade única, refletindo não apenas a beleza do lugar, mas também as narrativas das pessoas que habitam a ilha.

As obras ganharam vida nas ruas de Havana, através de intervenções artísticas que se fundiam organicamente ao tecido urbano da cidade. Pôsteres das obras foram distribuídos pela população cubana e por figuras importantes da Feira, como a Ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes, e o Diretor da Fundação Biblioteca Nacional do Brasil, Marco Lucchesi, entre outros.


Uma inovação emocionante veio na forma de realidade aumentada, ativada por QR codes em algumas das obras instaladas nas ruas. Com um simples toque em seus smartphones, os espectadores puderam mergulhar em uma experiência interativa, onde as obras ganhavam camadas sobrepostas, criando uma atmosfera tridimensional única.


Além disso, marcadores de livros foram distribuídos, contendo QR codes que proporcionavam uma imersão digital nas obras do artista. Essa conexão entre o físico e o digital enriqueceu ainda mais a experiência dos espectadores, permitindo uma interação contínua com a arte.


Uma abordagem interessante adotada pelo artista foi a criação de obras em papel, aplicadas nas ruas como lambe-lambes, enquanto as reproduções impressas entravam em coleções particulares. Essa inversão de valores provocativa convida à reflexão sobre a acessibilidade da arte e seu papel na esfera pública.


A série de trabalhos que tocam na inversão de valores, onde a obra de arte original é instalada na rua se torna efêmera e palpável e as reproduções impressas entram em coleções, chamou a atenção do diretor da Fundação Biblioteca Nacional do Brasil, Marco Lucchesi. Assim, a reprodução da obra passa a fazer parte do acervo da instituição, enriquecendo ainda mais o patrimônio cultural brasileiro e destacando a relevância dessas obras como reflexões profundas sobre acessibilidade e valorização da arte.

Por fim, as obras produzidas durante a Feira Internacional do Livro de Havana foram doadas ao Museu de Belas Artes de Cuba, transformando-se em um registro histórico poderoso da interação entre o artista brasileiro e a população cubana. Essa gentileza generosa solidifica os laços culturais entre os dois países e celebra a beleza da colaboração artística em um mundo cada vez mais conectado.


Todo esse processo foi documentado pela TV local, dando visibilidade à construção das obras e à conexão profunda entre Cuba e Brasil. Um documentário público está em produção, prometendo compartilhar essa experiência única com o mundo.


Em suma, a presença deste artista brasileiro na Feira Internacional do Livro de Havana 2024 não apenas enriqueceu o evento com sua criatividade e inovação, mas também fortaleceu os laços culturais entre Brasil e Cuba, demonstrando o poder transformador da arte como uma linguagem universal.




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